quinta-feira, 21 de agosto de 2014

3º Bimestre- Te contei?

Ciência sem Fronteiras oferece bolsas de estudo em 21 países

Ciência sem Fronteiras está com as inscrições abertas para bolsas de estudo de graduação-sanduíche em 21 países. Entre as áreas contempladas estão biologia, saúde, engenharias, biotecnologia e outras. As inscrições podem ser feitas pelo site da oportunidade.Os países com oportunidades abertas são Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido e Suécia, e o período de inscrições vai até os dias 29 e 30 de setembroinformação que deve ser confirmada no edital de cada programa,.
Para participar, é essencial que o candidato tenha prestado o Enem a partir de 2009 e obtido uma nota igual ou superior a 600 pontos, além de cursar uma das áreas contempladas pelo programa , apresentar teste de proficiência no idioma aceito pela instituição de destino, ter integralizado entre 20% e 90% do currículo previsto para seu curso no momento do início previsto da viagem de estudos e ser homologado pela instituição de ensino superior (IES) de origem (mérito acadêmico).
 Entre os benefícios estão a mensalidade na moeda local, auxílio instalação, seguro-saúde, auxílio deslocamento para aquisição de passagens aéreas e auxílio material didático para compra de computador portátil ou tablet.

Comentário:
Essa oportunidade oferece a universitários,chances de aprimorar seu currículo.
Eu acho essa ideia particularmente interessante, no fato que é uma porta de entrada de grandes trabalhos ( CEO,Presidentes de corporações e etc) além de garantir uma profissionalização melhor aos estudantes que desejavam antes estudar fora do país e não tinham muitas chances.


3º Bimestre- Ciência


Cientistas criam tatuagem que recarrega bateria com suor

Tatuagem produz energia a partir do suor (J Wang/ACS)
Uma tatuagem que produz energia a partir do suor foi um dos destaques de um encontro da Sociedade Americana de Química, em San Francisco.
O adesivo abriga uma biobateria alimentada por lactato, uma substância muito semelhante ao ácido lático produzida durante o exercício físico intenso e presente no suor.
A técnica pode em breve ser usada para fornecer energia para aparelhos de monitoramento cardíaco, relógios digitais e até mesmo smartphones, dizem cientistas americanos.
Os cientistas já desenvolveram formas de usar o corpo humano para carregar pequenos aparelhos eletrônicos: algumas tecnologias tiram proveito do movimento do corpo, enquanto outras recorrem ao sangue para fornecer energia a células de biocombustível implantadas no organismo.
"Nosso aparelho é o primeiro a usar o suor. É um teste desse conceito", explica a cientista Wenzhao Jia, da Universidade da Califórnia, em San Diego, que publicou detalhes de sua técnica na revista científica Angewandte Chemie.
"No momento, não conseguimos produzir tanta energia. Mas estamos trabalhando para melhorar a tecnologia com o fim de poder carregar aparelhos eletrônicos de pequeno porte."

Descoberta inesperada

A pesquisadora conta que a equipe científica que realizou o estudo não buscava desenvolver uma biobateria, mas sim um aparelho de monitoramento de lactato.
A medição de níveis da substância é feita por atletas profissionais para avaliar seu preparo físico e eficiência. Mas o procedimento é inconveniente, porque normalmente envolve tirar amostras de sangue.
Para criar uma forma mais rápida e confortável de realizar esse teste, Jia acoplou um sensor de lactato a uma tatuagem temporária. "Eu mesmo a usei - você sequer a sente. É como uma tatuagem de verdade", disse ela à BBC.
"Não é uma coisa só para atletas. A maioria das pessoas que se exercita quer saber como pode melhorar (a eficiência) do seu exercício físico."
Porém, sua equipe foi além e transformou o sensor em uma bateria carregada pelo suor, incorporando uma enzima que retira elétrons do lactato, gerando uma corrente elétrica.
Em uma sessão de bicicleta ergométrica de intensidades variadas durante 30 minutos, voluntários usando as tatuagens geraram até 70 microwatts por centímetro quadrado de pele.
"Mas nossos eletrodos têm só 2x3 milímetros de tamanho, e geram cerca de 4 microwatts - um pouco pequenos para gerar energia suficiente para carregar um relógio digital, por exemplo, que requer 10 microwatts", explica a pesquisadora.
Curiosamente, disse ela, aqueles com menos preparo físico geraram mais energia, e os que se exercitavam mais de três vezes por semana geraram menos.
"Acreditamos que seja porque pessoas menos preparadas fisicamente se cansam mais rápido, gerando mais lactato. Uma pessoa melhor preparada terá que se exercitar bem mais para produzir energia para a bateria."

Energia renovável

Jia diz que aumentar a produção de energia é um dos desafios que seu laboratório precisa vencer para desenvolver o produto comercialmente - finalidade para a qual inclusive já formou uma parceria com uma empresa startup de tecnologia.
Uma maneira de fazer isso é tornar o aparelho mais sensível à substância. Outra seria incorporar várias células de biocombustível à tatuagem, conectadas em série ou paralelamente.
Outros passos futuros são conectar aparelhos eletrônicos portáteis à tatuagem e criar uma forma de armazenar a corrente elétrica gerada, diz Jia.
Mas porque usar o corpo e não miniaturizar baterias convencionais, pergunta a reportagem? "Porque biobaterias têm certas vantagens", argumenta Jia.
"Elas podem ser recarregadas mais rapidamente e são mais seguras: não há risco de explosão ou vazamento de materiais tóxicos. E elas usam uma energia renovável: você."

Comentário:
Achei muito legal essa notícia porque além de ser benéfico a saúde por causa dos exercícios, no futuro pode até recarregar o celular.
Os avanços da Ciência são incríveis, se no futuro conseguirem avançar com essa tatuagem e conseguirem trazer isso para uma escala maior, de modo com que carregue coisas que consomem mais energia, faria bem ao mundo e as pessoas além de ser interessante, e podendo gerar empregos mais tarde.

3º Bimestre- Mundo

Sequestradores de jornalista pediram US$ 132,5 milhões por sua libertação

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) pediram US$ 132,5 milhões para libertação do jornalista americano James Foley, sequestrado na Síria em 2012 e decapitado nesta semana, informou o "GlobalPost", publicação para o qual o profissional trabalhava.
Philip Balboni, presidente do "GlobalPost", disse ao "Wall Street Journal" que a quantia foi solicitada à agência e à família de Foley.
O presidente da agência evitou comentar à resposta que foi dada ao pedido do EI e se limitou a afirmar que todas as conversas com os sequestradores foram comunicadas às autoridades americanas.
A informação foi anunciada após os Estados Unidos revelarem que tinham enviado uma missão secreta neste ano para a região de atuação do EI (Síria e Iraque) para tentar libertar Foley.
"Tratou-se de uma operação por terra e ar e se focou em uma rede particular do EI. Infelizmente, a missão não teve êxito porque os reféns não estavam no local onde pensávamos", explicou em um comunicado o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby.
Foley, de 40 anos, foi sequestrado em novembro de 2012 quando se dirigia para a fronteira com a Turquia, e embora em um princípio pensava-se que estava em mãos de milícias pró-governo, mais tarde se soube que tinha sido capturado pelos jihadistas do EI na Síria.
No vídeo de sua decapitação, o carrasco de Foley aparece junto a outro jornalista americano sequestrado, Steven Joel Sotloff, e cuja vida "depende da próxima decisão de (presidente Barack) Obama", segundo o militante do EI.

Comentário:
Na minha opinião, esses sequestradores não tem nada na cabeça, pois para sequestrar uma pessoa inocente que só está fazendo o seu trabalho, e deixá-la presa por quase 2 anos é uma coisa absurda. O governo americano fica encurralado em uma situação dessa, pois se eles não salvarem o jornalista, a mídia ataca, e se eles salvarem, abre um cenário para que todos que queiram dinheiro sequestrem um jornalista e peçam dinheiro.

3º Bimestre- Política

Conheça as posições de Campos e Marina em relação a temas polêmicos

Desde que se uniram para disputar as eleições deste ano, Eduardo Campos e Marina Silva evitaram explicitar divergências políticas e ideológicas.
Com a morte do ex-governador de Pernambuco em acidente aéreo, a ex-senadora foi oficializada pelo PSB como candidata a presidente. Ela afirmou que, se eleita, pretende manter os compromissos assumidos por Eduardo Campos.
Veja abaixo como os dois se posicionaram em relação a diferentes temas.
Economia-
Campos e Marina defenderam a austeridade e o tripé macroeconômico adotado entre 1998 e 2006, na gestão de Fernando Henrique Cardoso: metas de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal.
Banco Central
Os dois também pregavam a independência do Banco Central. Caso fosse eleito, Campos pretendia consolidar a autonomia da autarquia através de uma lei que desse um mandato de três anos ao presidente do BC, período em que ele não poderia ser demitido. Marina defende que é preciso dar autonomia ao Banco Central, mas sem a necessidade de formalização dessa medida.
Durante a campanha da presidência de 2010, Marina Silva afirmou que, se fosse eleita presidente, vetaria qualquer lei que extinguisse o fator previdenciário, criado na gestão de Fernando Henrique Cardoso para dificultar a aposentadoria precoce. Em entrevista ao G1, em 11 de agosto, Campos afirmou que sua equipe estudava uma proposta sobre o assunto e que “é preciso um olhar para rever o fator previdenciário”.
Durante a campanha, Campos afirmou algumas vezes que sua legenda não tem “preconceito” contra produtores rurais. À frente do governo de Pernambuco, ele estimulou o agronegócio e o setor petroleiro. Marina, porém, sempre teve atritos com o agronegócio. Ela defende que o setor seja mais produtivo e tenha certificação ambiental. Marina também afirma que é possível desenvolver a Amazônia integrando todos os segmentos produtivos. “Não é preciso abrir mão do agronegócio para ter agricultura familiar, abrir mão da indústria para ter extrativismo”, disse durante a campanha de 2010.
Em 2011, a ex-senadora afirmou que o Código Florestal é o “maior retrocesso da história da legislação ambiental brasileira”. Segundo ela, os piores “erros” são a anistia aos desmatadores, a possibilidade de se reduzir reserva legal e de plantar em nascentes e topo de morro. Durante a votação do código, o PSB aprovou o projeto quase por unanimidade. Em entrevista ao Jornal Nacional, Campos afirmou que, durante a votação, defendeu a posição de Marina. Em evento no início deste mês em Brasília, porém, ele falou que seu posicionamento a respeito do assunto é “cumprir a lei”.
Quando era ministro de Ciência e Tecnologia, Campos defendeu a construção da usina nuclear de Angra 3, avaliando a finalização do empreendimento como uma alavanca para o desenvolvimento do programa nuclear brasileiro. Já a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, era contra a construção da usina. Apesar das divergências, o plano de governo do PSB pende para o lado da ex-senadora, defendendo a ampliação de fontes limpas e renováveis e o desenvolvimento de energia eólica, solar e biomassa (cana de açúcar).
Em entrevista ao G1, Campos afirmou que era a favor do casamento gay. Marina, porém, é contra por considerar o casamento “um sacramento”. Em 2010, ela afirmou que aceitá-lo iria contra suas convicções religiosas. Apesar disso, ela é a favor da “união de bens”. “Eu defendo os direitos civis da comunidade gay assim como eu tenho direito”, disse.
Campos tinha uma postura mais flexível em relação a alianças partidárias. Apesar de ter afirmado em junho deste ano que é preciso “tirar as velhas raposas da cena da política”, quando foi governador de Pernambuco, sua gestão teve a participação de políticos mais tradicionais, como o deputado Inocêncio Oliveira (PR) e o o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti. Marina, porém, tem restrições em relação às alianças, como a do PSB com o PSDB para eleger Geraldo Alckmin como governador de São Paulo. Também em junho deste ano, ela disse que não subiria em palanque para apoiar o tucano.
Fonte: http://g1.globo.com/politica/

Comentário:
Apesar de terem se unido para a eleição, Eduardo Campos e Marina Silva tem muitas divergências. É claro que para se unir as pessoas não precisam ser muito parecidas ou ter muito em comum, mas sim ter o mesmo interesse. Eu acho que grande parte das pessoas que votariam em Eduardo acabarão votando em Marina porque eles tem o mesmo objetivo e participavam do mesmo partido. 

3º Bimestre- Saúde

Surto do ebola afeta também economias de países africanos

Além do devastador impacto humano, a epidemia do vírus ebola, que já matou mais de 1,3 mil pessoas na África Ocidental, também afeta as economias dos países atingidos.


Guiné, Libéria e Serra Leoa, os focos do surto, já são três países pobres da região, cuja situação pode piorar com o avanço da doença.
Serra Leoa e Libéria enfrentaram sangrentas guerras civis e conseguiram reconstruir suas economias.
Já a Guiné tenta reanimar seu setor de mineração, que antes do conflito era responsável por mais da metade das receitas de exportação.
Há temores de que todos estes avanços estejam sob ameaça, e que a pobreza generalizada possa levar a um aumento da criminalidade. Os efeitos já começam a ser sentidos.
Serra Leoa 'de joelhos'
Crescimento contido
'Fundamentos'
"Nossa economia vai se desinflar 30%" por causa do ebola, disse à BBC o ministro da Agricultura, Joseph Sam Sesay.
"O setor agrícola é o mais afetado porque a maioria da população de Serra Leoa - cerca de 66% - é de agricultores", afirmou.
Doze dos 13 distritos de Serra Leoa foram afetados pelo ebola, embora o epicentro esteja na Província Oriental, perto da fronteira com a Libéria e a Guiné.
Bloqueios de estradas operados por policiais e soldados impedem o movimento de agricultores e trabalhadores e o fornecimento de mercadorias.
"Nós estamos definitivamente esperando um efeito devastador, não só na disponibilidade e capacidade de trabalho, mas também em termos de fazendas sendo abandonadas por pessoas fugindo dos epicentros e indo para áreas que não têm a doença", disse Sesay.
O coordenador-chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), David McLachlan-Karr, reconheceu que a agricultura em Serra Leoa está "de joelhos".
"Nós estamos entrando na temporada de plantio, o que significa que grande parte da agricultura não está acontecendo. No final, isso resultará na falta de alimentos e pressões sobre os preços de alimentos", disse.
"Estamos começando a ver alta da inflação, pressão sobre a moeda nacional e escassez de moeda estrangeira".
Apesar disso, ele acredita que os bloqueios nas estradas são cruciais para conter o surto.
O PNUD lançou um apelo por US$ 18 milhões (R$ 40,4 milhões) para reforçar o sistema de saúde de Serra Leoa.
A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa Mundial de Alimentação da ONU pedirão mais US$ 60 milhões (R$ 135 milhões) para ajudar o governo a lidar com a escassez de alimentos e os agricultores, a enfrentar a crise.
Bancos comerciais reduziram o horário de funcionamento por duas horas para reduzir o contato com clientes e a indústria do turismo do país teve forte impacto - alguns hotéis estão vazios e demitindo funcionários.
Ebola na Libéria (Getty)
Na Guiné e na Libéria, as previsões econômicas são menos catastróficas, mas ainda preocupantes. O Banco Mundial disse esperar que o crescimento do PIB na Guiné diminua de 4,5% para 3,5% neste ano.
Na Libéria, a previsão de crescimento da economia era de 5,9% para este ano, mas o ministro de Finanças, Amara Konneh, disse que a estimativa não é mais realista, devido à desaceleração nos setores de transportes e serviços e a retirada de trabalhadores estrangeiros.
O fechamento das fronteiras na África Ocidental e a suspensão dos vôos também têm efeito negativo sobre o comércio, o que limita a capacidade dos países para exportar e importar produtos.
Exemplos recentes são o fechamento da longa fronteira de Camarões com a Nigéria e o anúncio da Kenya Airways de que suspenderá voos de e para Serra Leoa e Libéria.
A maior siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal, suspendeu o trabalho em suas minas de minério de ferro na Libéria após alguns de seus funcionários terem sido retirados.
A mina de Simandou, nas florestas do leste da Guiné, é a maior planta de minério de ferro e maior projeto de infra-estrutura da África. A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, esteve envolvida em Simandou até abril. A empresa retirou seis funcionários internacionais e deu licença ao restante dos trabalhadores.
A Rio Tinto, terceira maior mineradora do mundo, e que detém uma participação em Simandou, doou US$ 100 mil para os trabalhos da Organização Mundial da Saúde na área. A empresa está disponibilizando equipamentos sanitários para a população local.
Ebola na Libéria (Reuters)
Investidores internacionais estão nervosamente acompanhando o surto do ebola.
Dianna Games, executiva-chefe da consultoria Africa@Work, de Joanesburgo, diz que os temores sobre o vírus podem afetar o renascimento econômico da África dos últimos anos.
"O ebola afetou a narrativa do crescimento da África", disse à BBC. "Os estereótipos da África como um lugar de pobreza e doenças começaram a ressurgir novamente."
Segundo Dianna, a Nigéria é o único país afetado com sistema de saúde e infra-estrutura capazes de lidar com o ebola. No momento, houve apenas 12 casos confirmados, todos ligados à morte de um homem da Libéria, em julho.
Mas ela acredita que, no longo prazo, o surto do ebola será visto como uma crise temporária e não como uma mudança permanente nas perspectivas do continente.
"Os fundamentos empurrando esse renascimento da África ainda existem", disse.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/

Comentário:
Triste saber que em um mundo onde há países tão avançados, globalizados e desenvolvidos, há essa desigualdade com contraste de outros países que não conseguem ajudar a população. Desde a época de que a maior parte do mundo não havia sido descoberta, A África foi conhecida como um país que levavam as pessoas para escravizar, então desde o início, não deram chances para o país se desenvolver e conseguir pelo menos ter chance de competir com os outros. Seria espetacular se algum país desse um jeito de ajudar a África.

3º Bimestre- Educação

Instituto que formou brasileiro 'Nobel' prepara novos gênios da matemática

O diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho, diz que procedimentos, estrutura e flexibilidade na gestão, com avaliação periódica dos pesquisadores e contratação de professores estrangeiros, explicam o sucesso da instituição de pesquisa com sede no Rio de Janeiro que revelou ao mundo o pesquisador Artur Ávila, laureado esta semana com a Medalha Fields. "Na próxima edição do prêmio, daqui quatro anos, teremos novos talentos", afirma Camacho.
Biblioteca do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) (Foto: Leonardo Pessanha/ Impa)
A medalha confirma os investimentos em excelência em pesquisa do instituto criado em 1952 para desenvolver a matemática no país. Encravado no meio do Horto do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o Impa é fomentado por um contrato com o governo federal, por meio do Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT), que garante ao instituto um orçamento anual de R$ 30 milhões para as despesas com os pesquisadores e professores.
Em troca, o Impa precisa cumprir 18 metas de produtividade, que vão desde a educação básica, com a promoção da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), até as pesquisas de doutorado em nível internacional. "A missão do Impa é realizar pesquisas em ciências matemáticas e afins, formar pesquisadores, disseminar o conhecimento matemático em todos os seus níveis e integrá-lo a outras áreas da ciência, cultura, educação e do setor produtivo", diz o site do MCT.
“O Impa coloca à disposição a possibilidade de se aprender matemática sem limites e com isso atrai jovens com sede de aprender”, explica Camacho. O instituto tem 152 alunos, sendo 43 no mestrado acadêmico, 12 no mestrado profissional, e 98 no doutorado.
Quase a metade dos estudantes são estrangeiros, a maioria da América Latina. A maioria dos alunos já terminou a graduação, mas é possível encontrar nas salas de aula e na biblioteca, adolescentes craques em matemática que fazem as disciplinas do Impa ao mesmo tempo em que cursam o ensino médio. O Impa tem ainda um corpo docente com 50 pesquisadores, entre eles vários vindos de fora.
Fonte: http://g1.globo.com/
Comentário:
É muito interessante essas medidas do Estado para ajudarem na educação, e com esses projetos e institutos, a população interessada no assunto, se interessa mais, e isso serve como um apoio para que aqueles que querem seguir a carreira continuarem tentando e saberem que podem conseguir.

3º Bimestre- Ética e Cidadania

Brancos e negros ainda vivem separados nos EUA?Ferguson | Crédito: EPA

No dia 28 de agosto de 1963, o pastor batista Martin Luther King fez um discurso em Washington, nos Estados Unidos, que entrou para a história: em frente a uma multidão de 250 mil pessoas, ele pediu o fim da desigualdade racial.
"Não estaremos satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for apenas de um gueto menor para um maior", disse.
Luther King havia se tornado naquele momento um baluarte dos direitos civis dos Estados Unidos, uma voz poderosa que clamava por um país onde não existiriam divisões raciais.
Cinco décadas depois, os Estados Unidos mudaram e a distância que separa os negros dos brancos diminuiu.
Mas as tensões raciais permanecem subjacentes, à espera de episódios como o ocorrido em Ferguson para voltar à tona.
Subúrbio pobre do Estado americano do Missouri, Ferguson foi palco da morte de Michael Brown, de 18 anos, por um policial branco na semana passada. O jovem estaria desarmado.
A morte de Brown causou revolta e desencadeou uma onda de protestos, à luz da polarização racial ainda existente no país.
Na terça-feira, um segundo jovem negro foi morto, adicionando maior comoção à reação popular.
Mas, há três décadas, Ferguson era um lugar de maioria branca. Em 1980, segundo dados do Censo americano, 85% de seus habitantes declaravam-se brancos.
Mas progressivamente os brancos de Ferguson foram deixando a cidade e hoje a proporção racial da população se inverteu: de seus 21 mil habitantes, 15 mil são negros.
Ferguson não é um caso isolado nos Estados Unidos e, à medida que mais negros deixam as cidades para se estabelecer nos subúrbios, é comum ver bairros ou mesmo cidades americanas onde eles têm um peso importante no contexto populacional.
"Tem havido uma 'suburbanização' da população negra e muitos subúrbios que eram comunidades predominantemente brancas agora são mistas ou negras", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Reynolds Farley, especialista em demografia da Universidade de Michigan.
Um estudo de 2011 da Universidade de Brown, em Rhode Island, analisou a composição média dos bairros americanos e constatou que o "branco típico" do país vive em um bairro onde 75% da população é branca e 8% é negra.
Já o típico negro, por sua vez, vive em um bairro onde 45% pertencem à sua raça e 35% são brancos.
Uma das conclusões do estudo, chamado A persistência da segregação na metrópole, é que negros e brancos têm relativamente poucos vizinhos de outra raça em seus próprios bairros.
"A segregação entre negros e brancos permanece ainda muito elevada", diz o estudo. O documento mostra, no entanto, que a distância entre as raças vem diminuindo lentamente desde os anos 70.
Duas das razões para esse declínio são os movimentos migratórios da população negra para áreas menos segregadas do país ou para os subúrbios.
Na mesma pesquisa, fica claro que San Luis, a maior cidade de Ferguson, se situava em 2010 como uma das áreas metropolitanas mais segregadas dos Estados Unidos.
Protestos em Ferguson | Crédito: Reuters
Mas um levantamento demográfico feito pelo Instituto Manhattan de Pesquisa Política, uma entidade conservadora sediada em Nova York, diz o contrário.
O estudo concluiu que as cidades nos Estados Unidos atingiram o seu mais alto nível de integração racial desde 1910: os bairros totalmente brancos praticamente desapareceram e os chamados "guetos" estão em declínio.
"Em 2010, a segregação racial estava em seu nível mais baixo em quase um século", diz o estudo. "Há 50 anos, quase metade da população negra vivia no que poderia ser chamado de um bairro "gueto", com uma proporção de 80% afro-americanos. Hoje, essa proporção caiu para 20%".
Na época de sua publicação, o relatório provocou a ira de especialistas no assunto. Segundo eles, a segregação não foi erradicada nos Estados Unidos.
Para Farley, o estudo "superestimou a integração" que teria ocorrido nos Estados Unidos.
Um dos autores da pesquisa, Jacob Vigdor, que agora leciona na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, esclareceu à BBC Mundo que não disse que "os (bairros) deixaram de ser segregados; apenas afirmamos que o país registrou a maior integração racial desde 1910".
Vigdor acrescentou que a redução da segregação reflete tendências que não são observadas em subúrbios localizados próximos das cidades, mas sim naqueles mais distantes ou nas próprias periferias da metrópole.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Comentário:
O racismo sempre existiu e sempre existirá, e por mais que isso seja uma coisa que se pode dizer infantil demais, existem muitas pessoas que nunca vão parar de praticá-lo. Para mim, a população realmente tem de se ver com um reflexo bom da polícia, e se só existirem policiais de uma raça, eles realmente tem que protestar. Eu acho que o governo poderia tomar providências para que de algum modo a população se juntasse mais, se sentindo confortável.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

3º Bimestre- Cultura

Entenda a doença por trás do 'desafio do balde de gelo'

Iniciativa pretende estimular doações a entidades ligadas à esclerose lateral amiotrófica, uma condição degenerativa que afeta a capacidade de movimentar-se, comer e respirar
Nas últimas semanas, vídeos de celebridades internacionais, chefões da tecnologia e jogadores de futebol recebendo um banho de água com gelo sobre a cabeça tomaram conta das redes sociais. Neles, eles desafiam três amigos a fazer o mesmo ou a doar recursos para entidades ligadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa para a qual não existe cura. 
Há poucos dias, o “desafio do balde de gelo" passou a ser adotado por brasileiros famosos, incluindo o jogador Neymar, a modelo Gisele Bündchen e a cantora Ivete Sangalo. As associações brasileiras ligadas à condição já sentem o aumento das doações, mas elas ainda são muito menores do que os recursos destinados à causa nos Estados Unidos, onde a campanha teve início.
A iniciativa americana foi criada para estimular as doações para a ONG ALS Association. O desafio recebeu atenção de pessoas como Bill Gates, Mark Zuckerberg e Taylor Swift especialmente após Peter Frates, um americano de 29 anos que tem a doença, aderir à campanha. No dia 31 de julho, ele publicou, em sua página no Facebook, um vídeo em que aparece balançando a cabeça ao som da música Ice Ice Baby. “Água com gelo e ELA são uma péssima mistura”, escreveu, antes de desafiar três colegas a receberem o banho de água com gelo.
Doações — Segundo o jornal The New York Times, a ALS Association recebeu 13,3 milhões de dólares em doações entre os dias 29 de julho e 18 de agosto — no mesmo período do ano passado, as doações somaram 1,7 milhão de dólares. 
No Brasil, a adesão de celebridades à brincadeira também provocou um aumento das doações, embora (muito) menor. A Associação Pró-Cura da Ela, por exemplo, recebeu 10 000 reais em doações desde segunda-feira. Em todo o ano passado, foram doados cerca de 12 000 reais. Já a Associação Brasileira de Esclerosa Lateral Amiotrófica (Abrela) recebeu, desde o último dia 13, cerca de 5 000 reais a mais do que o de costume. Normalmente, as doações ao órgão somam aproximadamente 18 000 reais no mês. 
A doença — A esclerose lateral amiotrófica danifica as células nervosas do cérebro e da medula, inclusive os nervos motores. Com isso, a capacidade de o cérebro iniciar e controlar movimentos voluntários, inclusive os ligados à fala e deglutição, diminuiu progressivamente. Em estágios avançados, o paciente pode ter paralisia completa. Segundo o neurologista Acary Oliveira, professor da Unifesp e um dos fundadores da Abrela, pessoas com a doença vivem, em média, três anos e meio a partir dos primeiros sintomas. No entanto, há casos mais raros de pessoas que conquistam uma longevidade maior. É o caso do cientista Stephen Hawking, hoje com 72 anos. Ele recebeu o diagnóstico de ELA aos 21 anos.
Estima-se que a doença atinja cerca de 6 000 brasileiros. “No entanto, trata-se de uma doença subdiagnosticada porque o tempo entre o aparecimento dos sintomas e a detecção da doença é longo. Em média, demora um ano”, diz Oliveira. Segundo o neurologista, um dos motivos pelo qual a campanha conquistou tantas adesões é o fato de a doença progredir de forma muito rápida e debilitar a função motora do paciente, mas sem afetar a sua cognição. “Pessoas com a doença chegam a ficar na cama, sem conseguir mover-se, falar ou comer. Porém, a cognição delas está preservada. Isso mexe com as pessoas”, afirma.

Comentário: 
A ELA, não era uma doença muito conhecida, e apesar de ser muito triste, poucas pessoas não doavam dinheiro por não conhecer. Agora, quando os famosos fazem essa propaganda, que vão doar dinheiro, influenciam mais pessoas a doarem e se sentirem bem por isso. Por mais que tenha começado nos Estados Unidos e aqui não ter sido tão movimentado como foi lá, foi de grande ajuda, e cada doação é muito importante.